Perguntas frequentes sobre portaria remota · Safer Portaria

Kit da Assembleia

Quanto custa, de verdade, a portaria do seu condomínio

Este material não chuta o custo do seu prédio. Ele ensina a levantar o número real, que é o único que convence uma assembleia.

O ponto de partida

A conta que quase ninguém faz

Um posto de portaria presencial 24 horas não é “um porteiro”. Pela jornada legal, com escala, folga, férias e cobertura de falta, um único posto 24h exige de quatro a cinco funcionários. E cada um custa ao condomínio bem mais que o salário: encargos, provisões de férias e 13º, benefícios e o passivo que fica guardado para o dia da rescisão.

Por isso, na maioria dos condomínios, a portaria é o maior custo isolado do orçamento, muitas vezes mais de 40% da arrecadação.

Referência de mercado: um posto 24 horas costuma custar em torno de R$ 25 mil por mês, já com encargos. Esse número serve para você conferir se está muito acima ou muito abaixo da média. Ele não substitui o seu.
O método

Como levantar o número do seu condomínio

Peça à administradora o extrato detalhado dos últimos 12 meses e some, linha a linha:

  1. Salários de todos os funcionários do posto
  2. Encargos, INSS patronal e FGTS
  3. Provisão de férias, 13º e o terço constitucional
  4. Vale transporte, vale refeição, plano de saúde e uniforme
  5. Horas extras e adicional noturno dos últimos 12 meses, divididos por 12
  6. Coberturas de falta, atestado e férias
  7. Provisão de passivo trabalhista
  8. Manutenção de equipamentos da portaria
Divida o total por 12 e depois pelo número de unidades. Você acabou de descobrir quanto cada apartamento paga, todo mês, só para ter alguém sentado na portaria. Esse é o número que muda voto em assembleia.

Leve o extrato impresso. Assembleia não discute com quem tem documento.

Do outro lado

O que a portaria remota custa

Mensalidade a partir de R$ 4.500 por mês, variando conforme o turno contratado e a quantidade de acessos do condomínio, que é o que determina quantos equipamentos entram no projeto.

No projeto básico isso costuma ficar entre R$ 40 e R$ 120 por apartamento, e quanto maior o condomínio, menor o valor por unidade, porque o custo da operação se divide entre mais gente.

Essa faixa é uma variação média, não um teto. Ela pode ficar abaixo ou bem acima, e quem determina é o projeto: quantidade de acessos a automatizar, itens de segurança adicionais, tecnologia extra e a infraestrutura que o prédio já tem ou precisa receber. Condomínio que quer mais, paga mais, e isso é escolha dele. Por isso o número que vale é o da proposta, depois da visita, e não o desta página.

A redução observada fica entre 50% e 80% do custo da portaria, dependendo do modelo escolhido e do que o condomínio gasta hoje.

Para simular o seu caso antes mesmo de falar com alguém, use a calculadora de economia. Ela pede as unidades e os acessos e devolve uma estimativa na hora, sem cadastro e sem compromisso.

As opções

Os três modelos

ModeloComo funcionaPara quem faz sentido
Portaria RemotaA central assume o controle de acesso 24 horas, sem porteiro no localÉ o modelo mais escolhido, e o de maior redução
Portaria HíbridaO condomínio mantém porteiro presencial na faixa de horário que escolher, e a central cobre o restoCondomínio grande, de fluxo intenso, ou que quer manter parte da equipe
Portaria AutônomaO próprio morador abre pelo aplicativo, com voz e imagemCusto mínimo e autonomia total de quem mora

A portaria remota faz mais sentido em prédios de 20 a 60 unidades, onde o custo do porteiro pesa mais no rateio. Fora dessa faixa ela continua funcionando, só muda a conta.

O que vem antes

O investimento inicial, e por que ele não assusta

A instalação inclui os equipamentos de acesso, com reconhecimento facial, QR code e interfone com a central, além de câmeras, travas e automação dos acessos, conforme o projeto de cada condomínio.

Somando a instalação e o eventual custo de rescisão dos contratos atuais, a economia mensal costuma pagar a mudança em 4 a 12 meses. Passado esse período, a economia é integral.

O contrato parte de 12 meses, com opções de 36 e 48. Prazo maior dilui o investimento em equipamentos e barateia a mensalidade.

Sobre manutenção, vale saber exatamente o que entra: a mão de obra da manutenção preventiva e corretiva é inclusa. Peças, troca de motor e danos por vandalismo, acidente ou clima são orçados à parte. Peça isso por escrito em qualquer proposta que você receber, da Safer ou de concorrente.
Fora da planilha

O que os números não mostram, mas o síndico sente

  • Passivo trabalhista. Mesmo com provisão em dia, uma única ação pode custar dezenas de milhares de reais e anos de processo. Na portaria remota, o risco trabalhista da operação é da empresa contratada, não do condomínio.
  • Falta e cobertura. Quando o porteiro falta, ou o síndico resolve na hora, ou a portaria fica vazia. A central não falta, não dorme e não sai para o almoço.
  • Gestão de pessoas. Escala, ponto, atestado, conflito entre funcionário e morador. Tudo isso sai do colo do síndico.
Sendo honesto

Uma coisa que este material não vai fazer

Não vamos entregar uma tabela pronta dizendo quanto o seu condomínio gasta hoje. Custo de portaria varia por convenção coletiva, por cidade, por quantidade de postos e por quanto de hora extra virou rotina. Qualquer número que a gente inventasse aqui seria contestado na assembleia por alguém com o extrato na mão, e com razão.

O número real sai de duas fontes: o extrato da sua administradora, para o custo de hoje, e a visita técnica, para a proposta. As duas coisas são gratuitas e não obrigam a nada.

O número do seu prédio sai em uma visita

A visita técnica é gratuita e não obriga a nada. A Safer levanta os números do seu condomínio e monta a proposta por escrito que você leva para a assembleia.